A Psico-Oncologia traz em seu histórico descobertas científicas que permitem cada vez mais, nos campos da Psiquiatria e Psicologia, o entendimento dos aspectos afetivos/emocionais do ser humano que adoece por câncer.
É uma subespecialidade da Oncologia, que procura estudar as duas dimensões psicológicas presentes no diagnóstico do câncer:
- o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, sua família e profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento;
- o papel das variáveis psicológicas e comportamentais na incidência e na sobrevivência ao câncer.
A Psico-Oncologia no Brasil:
No Brasil, desde meados dos anos 19880, psicólogos já trabalhavam com pesquisa e atendimentos de psicoterapia com pacientes oncológicos, de forma isolada.
Foi somente a partir de 1989 que a psico-oncologia começou a se fortalecer como área de atuação dentro da psicologia da saúde. Neste ano foi realizado o primeiro congresso oficial de psico-oncologia, reunindo vários pesquisadores brasileiros interessados nesse campo específico, assim como profissionais que atuavam em várias regiões do Brasil, tanto em instituições de saúde em oncologia, como em clínicas privadas.
Desde então, as pesquisas e interesses na especialidade da Psico-Oncologia vem crescendo exponencialmente, o que culminou com a abertura de vários cursos de especialização nessa área, tanto a nível lato sensu, como stricto sensu, e também em diretrizes obrigatórias tanto do Sistema Público de Saúde Brasileiro (SUS) como do sistema de Saúde Suplementar (ANS).
As legislações:
Com as diretrizes obrigatórias, surgiram as legislações:
- 1998 – PORTARIA Nº 3.535/98 atualizada pela PORTARIA Nº 1.289, DE 16 DE JULHO DE 2002 – Institui como obrigatória a presença de um profissional de Psicologia em todas as clínicas ou instituições que atendam a pacientes de câncer;
- 2005 – PORTARIA Nº 2439/05 e 741/05 – torna obrigatória a presença de profissional Psicólogo na Equipe para credenciar um Serviço que trata câncer (CACON e UNACON);
- 2010 – ANS Resolução Normativa 211/2010 e Instrução Normativa DIPRO nº.25 atualizada pela ANS Resolução Normativa nº 465, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2021 – obrigam todos os planos de saúde a cobrir 40 sessões por ano com profissional Psicólogo para pessoas diagnosticadas com câncer.
As contribuições da Psico-oncologia
A tríade paciente, família e equipe é uma das formas pela qual a Psico-Oncologia pode colaborar diariamente para a melhora no quadro clínico e psicossocial durante todo tratamento, já que esta é uma das formas estudadas para facilitar com que haja a comunicação efetiva entre todos os envolvidos.
A comunicação entre equipe de saúde, familiar e paciente é crucial para o bem-estar e melhora dos sintomas físicos e psicológicos dos envolvidos no adoecimento de câncer. Uma equipe multidisciplinar integrada e capacitada para lidar com os aspectos biopsicossociais que o paciente oncológico enfrenta possibilita uma melhor resposta dos tratamentos propostos.
Assim, o profissional Psicólogo, especialista em Psico-oncologia é figura fundamental dentro de todas as equipes de saúde que tratam câncer, sejam elas atuantes em instituições públicas ou privadas, como mostra toda a vasta literatura mundial, comprovando cada vez mais, que o acesso a esse acompanhamento como parte do tratamento, impacta fortemente e significativamente, na aderência ao plano de cuidados proposto, na melhora de prognóstico, no manejo e sintoma de efeitos colaterais, na qualidade de vida e diminuição do sofrimento, este último, atingindo tanto o paciente, quanto a família e a equipe de cuidados.
Fonte: SBPO (Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia)
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