A importância do farmacêutico na equipe multidisciplinar do tratamento contra o câncer

A importância do farmacêutico na equipe multidisciplinar do tratamento contra o câncer

Por Allandenis Multari

Profissional essencial para o sucesso do tratamento contra o câncer, as atribuições do farmacêutico oncológico vão além da manipulação dos medicamentos. Cabe ao farmacêutico atuar em várias etapas da terapia contra o câncer, da gestão hospitalar ao cuidado com os pacientes oncológicos.

Todo processo da quimioterapia necessita de cuidados do farmacêutico. Seja antes, durante ou depois. Isso porque, o profissional tem a responsabilidade de conhecer quais são as doses usuais, a farmacocinética (estudo do caminho que o medicamento faz no organismo desde a sua ingestão até a sua excreção), a farmacodinâmica (estudo da interação dos fármacos com os seus receptores, onde exercem o seu mecanismo de ação, produzindo um efeito terapêutico), as formas e vias de administração, entre outros aspectos relacionados ao gerenciamento dos processos farmacêuticos na Oncologia. 

É função do farmacêutico fornecer todas as informações para equipe multidisciplinar, isso é, o que chamamos de farmacovigilância, pois mesmo com os avanços tecnológicos, é comum os pacientes desenvolverem reações adversas à quimioterapia.

A participação do farmacêutico colabora muito para a qualidade de vida do paciente oncológico. Isso porque o profissional de Farmácia é capacitado para identificar possíveis reações adversas e propor medidas de intervenção.

Cabe ao farmacêutico ser responsável pela estrutura da quimioterapia, estocagem adequada dos medicamentos e manutenção preventiva dos equipamentos. Lembrando sempre de estar em conformidade com a legislação vigente. 

Com infraestrutura adequada, o farmacêutico deve estar atento às normas locais e padrões internacionais e toda sua manipulação dos agentes antineoplásicos deve ser conduzida com rigorosas técnicas de assepsia. O controle deve ser diário e contínuo, para diminuir os riscos associados aos manejos dos medicamentos, bem como os erros como a falta de precisão na escolha dos diluentes, por exemplo.

Para manter o controle da qualidade na manipulação da quimioterapia, a atuação do farmacêutico é fundamental.

Para atuação profissional na área oncológica, além da graduação em Farmácia, o farmacêutico precisa de especialização. São reconhecidos como válidos os títulos emitidos pela Sociedade Brasileira de Farmacêuticos de Oncologia (Sobrafo), de pós-graduação latu sensu em Oncologia reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e de residência em Oncologia em programas credenciados pelo MEC ou Ministério da Saúde.

Lembrando que o uso racional de medicamentos é uma premissa da atuação do farmacêutico em todas as áreas, não apenas na Oncologia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o uso irracional de medicamentos é um problema de saúde pública. Somada à prática da automedicação, estima-se que metade dos medicamentos são dispensados, vendidos e utilizados de forma inadequada.

IMPORTANTE: A automedicação, o uso excessivo, indevido ou a subutilização de medicamentos resulta em riscos para a saúde, além de desperdício de recursos financeiros.

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