Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo

Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo

Dores e inchaço nas articulações estão entre os sintomas mais comuns das doenças reumáticas. Apesar de estigmatizadas como problemas de idosos, essas doenças compõem um grupo de mais de 120 enfermidades, que acometem juntas, ossos, músculos cartilagens e tendões, além da pele e dos sistemas respiratório e gastrointestinal. Celebrado em 30 de outubro, o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo alerta para Importância do diagnóstico precoce e o impacto do tratamento adequado na qualidade de vida do paciente.

As pessoas associam esse problema de saúde aos mais velhos, mas a maioria das doenças reumáticas surge por volta dos 35 aos 40 anos, tanto em homens quanto em mulheres, no auge da vida produtiva dos pacientes.

Entre as doenças mais comuns estão: artrite reumatoide, artrose, osteoporose, gota, tendinites e bursites, febre reumática e fibromialgia. No entanto, a falta de diagnóstico precoce e automedicação estão entre os maiores desafios no enfrentamento às doenças reumáticas. 

Dores musculares persistentes, rigidez matinal, aumento na temperatura e inchaço nas articulações são sintomas que devem acender o alerta para uma possível doença reumática.

Atualmente, o tratamento de doenças reumáticas conta com as chamadas drogas antirreumáticas, modificadoras da doença, que podem retardar o progresso de enfermidades. No entanto, elas só fazem efeito adequado quando administradas no surgimento do problema.

A carência de reumatologistas no Brasil

Outra limitação para o diagnóstico precoce é o reduzido número de especialistas. No Brasil, atualmente são cerca de 1.800 médicos reumatologistas. A Região Sudeste concentra a maioria dos profissionais, aproximadamente 700 médicos estão no estado de São Paulo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, as doenças reumáticas têm um forte impacto no sistema de saúde do país. Entre setembro de 2019 e agosto de 2020, mais de 100 pessoas por dia foram internadas em hospitais ligados ao SUS (Sistema Único de Saúde) com sinais e sintomas compatíveis com alguma enfermidade reumática, conforme revela o Datasus. No total, foram 40.014 hospitalizações.

Caso não sejam tratadas, essas enfermidades podem causar uma série de limitações e levar à incapacidade física, provocando o afastamento do trabalho e a aposentadoria precoce. Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMU-USP) demonstrou que, em 2014, as doenças reumáticas lideraram as concessões de benefícios da Previdência Social, com 19% dos auxílios-doença e 13,15% das aposentadorias por invalidez.

Para orientar a população, Sociedade Brasileira de Reumatologia elaborou uma cartilha com as doenças mais prevalentes, os sintomas e os possíveis tratamentos. Para saber mais acesse: 

https://www.reumatologia.org.br/cartilhas/

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Fontes: SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), Ministério da Saúde.

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