26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Vamos falar de uma pandemia silenciosa?

26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Vamos falar de uma pandemia silenciosa?

Você deve estar se perguntando… qual a relação entre a hipertensão arterial e a pandemia? 

No Brasil, em termos de letalidade, os dados da hipertensão, se aproximam dos dados da pandemia do coronavírus.   

Infelizmente no último ano, assistimos mais de 380 mil brasileiros morrerem em virtude da covid-19. Em 2019, ano anterior ao início da pandemia, o relatório GBD (Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study), divulgado na revista científica The Lancet, aponta que as doenças cardiovasculares foram a principal causa de morte entre os brasileiros (18% dos óbitos), seguida das doenças cerebrovasculares (14,2% dos óbitos). Somadas, essas duas causas de morte ceifaram a vida de mais 428 mil brasileiros.

Mas você deve continuar se perguntando, o que a hipertensão tem a ver com isso? 

Estima-se que metade das mortes por doenças cardiovasculares e cerebrovasculares está associada à hipertensão, ou seja, mais de 200 mil pessoas, morreram no Brasil em 2019, por causa da hipertensão. Se contarmos os óbitos por doenças renais, não destacados no estudo, mas que segundo o ranking do relatório são a 9ª causa de morte no Brasil – a hipertensão também causa danos aos rins – é possível afirmar que esses números estão subestimados. 

Em resumo, os dados demonstram que a hipertensão é comparável à pandemia, pois fez em 2019, praticamente a mesma quantidade de vítimas da atual pandemia do coronavírus. 

A hipertensão arterial ou pressão alta como é popularmente conhecida, é uma doença geralmente assintomática e silenciosa. É considerada uma doença sistêmica, pois assim como o câncer, quando não tratada, costuma evoluir com alterações estruturais e/ou funcionais em órgãos-alvo, como coração, cérebro, rins, vasos e artérias. Quando não controlada é fator de risco para: infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronária (DAC), insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, morte súbita, acidente vascular cerebral (isquêmico ou hemorrágico), demência, insuficiência renal.

Trata-se de uma doença multifatorial, que depende de fatores genéticos, ambientais e sociais, caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação.

Fatores genéticos influenciam no desenvolvimento da hipertensão, entretanto, fatores ambientais têm papel relevante e podem ser controlados através de hábitos de vida saudáveis. A prevenção primária da hipertensão se dá através de: alimentação equilibrada, com baixa ingestão de sódio e produtos industrializados, atividade física regular, controle do peso corporal, limitação do consumo de bebidas alcoólicas, combate ao tabagismo e ao estresse, que são medidas preventivas não apenas para a pressão alta, mas para diversas outras doenças, a exemplo do câncer. 

Para os casos nos quais a prevenção primária é ineficaz e/ou fatores genéticos mostram-se preponderantes e a doença se instala no organismo, são necessários o acompanhamento médico e o tratamento medicamentoso, seguidos dos hábitos saudáveis, que vão auxiliar no controle da pressão arterial.

Também é importante visitar o médico regularmente, pois a aferição da pressão arterial, faz parte da rotina de todas as consultas médicas, e como a hipertensão costuma ser assintomática, é geralmente descoberta durante essas consultas. 

A receita para a boa saúde está na combinação de hábitos de vida saudáveis mais a manutenção das consultas e exames médicos em dia.

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Fontes: OMS, IBGE, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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