Câncer de pele: tipos, diagnósticos e tratamentos.

Em todas as estações do ano devemos estar atentos aos cuidados com a pele. As medidas de fotoproteção (uso de protetor solar com FPS 30 ou maior, óculos, bonés e roupas de proteção) devem acontecer durante todo o ano, inclusive nos dias frios e nublados, pois as nuvens não filtram a radiação solar, principal causadora do câncer de pele.

  • O que é o câncer de pele: 

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células formam camadas, e de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.

O câncer da pele corresponde a cerca de 27% dos casos da doença no Brasil, segundo dados de 2020, do INCA (Instituto Nacional do Câncer). 

  • Por que a exposição solar em excesso é fator de risco para o câncer de pele?

A radiação ultravioleta, penetra a pele e pode levar a danos e alterações no DNA das células, tornando-as cancerígenas. Esses danos podem ser causados de forma cumulativa (ao longo dos anos) ou de forma intermitente, com a aparição de queimaduras solares. Outros fatores de risco são pele e olhos claros, queimaduras e feridas crônicas, que não cicatrizam, histórico familiar com parentes próximos que já tenham desenvolvido câncer de pele e excesso de sinais e pintas pelo corpo. As câmaras de bronzeamento artificial também são fator de risco e proibidas no Brasil, conforme legislação.

  • Tipos de câncer:

Os cânceres de pele são divididos entre não melanomas e melanomas

Existem dois tipos de não melanomas, também chamados de carcinomas, são eles: o carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC). São mais frequentes e com maiores chances de cura. Eles se originam na epiderme, que é a camada mais superficial da pele.

Os CBC’s são os mais prevalentes, têm baixa letalidade e são altamente curáveis. Geralmente surgem em regiões mais expostas ao sol, como face, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

As lesões têm aspecto bolhoso e avermelhado, e uma crosta central, que pode sangrar com facilidade. Certas manifestações do carcinoma basocelular podem se assemelhar a eczemas ou psioríase, por isso a importância de consulta médica especializada para o diagnóstico e tratamento corretos.  

Os carcinomas espinocelulares são o segundo tipo de câncer de pele mais comum. Podem se desenvolver em todas as partes do corpo, inclusive em mucosas, embora seja mais habitual nas áreas expostas ao sol. Além da lesão, geralmente com a aparência de ferida ou verruga, a pele apresenta sinais de dano solar, como enrugamento e perda de elasticidade. 

Como nos outros tipos de câncer de pele, a exposição excessiva ao sol é a principal causa. No entanto, alguns casos da doença estão associados a feridas crônicas, pacientes transplantados ou imunodeprimidos e à exposição a agentes químicos ou radioativos. 

O tipo melanoma é o mais raro, cerca de 3% dos casos, mas também o mais agressivo, e com alto risco de metástase (disseminação do câncer para outros órgãos), se não for diagnosticado precocemente. 

Esse tipo de câncer se origina nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele), que se localizam na junção entre a epiderme e a derme.

É mais frequente em adultos de pele branca. Embora sejam raros, quando ocorrem em pessoas de pele negra, os melanomas costumam aparecer em áreas mais claras do corpo, a exemplo das palmas das mãos, solas dos pés e unhas,  é o chamado melanoma acral.

Os melanomas têm aparência de pintas, sinais ou manchas com coloração acastanhada e/ou negra. 

Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada superficial da pele, o que facilita a remoção e a cura do tumor. Nos estágios avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de metástase.

Na maioria dos casos, o melanoma metastático não tem cura, por isso é importante detectar e tratar a doença de forma precoce. Embora não tenha cura, o tratamento do melanoma avançado evoluiu muito nos últimos anos, atualmente já é possível ter qualidade de vida, controlando a doença em longo prazo.

  • Diagnóstico:

Anualmente, devemos consultar o dermatologista para exame de toda a pele, mas também é possível também, realizar o autoexame observando os próprios sinais, pintas e manchas, seguindo a regra ABCDE:Sinais melanoma

  • Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
  • Borda: as bordas são irregulares
  • Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, acinzentadas ou avermelhadas.
  • Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
  • Evolução: uma pinta ou mancha que vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

ATENÇÃO:  podem haver lesões graves que não se enquadram nas regras acima, por isso é importante consultar anualmente o dermatologista e sempre que detectar quaisquer alterações na pele.

Nenhum autoexame substitui a consulta e avaliação médica.

  • Diagnóstico:

O diagnóstico precoce é a maior arma para combater todos os tipos de cânceres, inclusive o de pele, pois aumenta as chances de sucesso no tratamento e amplia as possibilidades de cura. 

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínicos, laboratoriais, radiológicos e biópsias.

  • Tratamento:

A cirurgia é o tipo de tratamento mais eficaz e utilizado. A técnica cirúrgica vai depender da extensão, agressividade e localização do tumor, bem como do estado geral do paciente.

Conheça algumas técnicas utilizadas:

Excisão cirúrgicaremoção do tumor com bisturi;

Criocirurgiapromove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido;

Cirurgia a laser: remove as células tumorais usando o laser.

Curetagem e eletrodissecção: raspagem do tumor e dissecção com bisturi elétrico.

Outros tratamentos podem ser recomendados, isoladamente ou combinados, incluindo quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Somente médicos especialistas (oncologistas, dermatologistas e cirurgiões) podem avaliar e prescrever a estratégia mais adequada para o tratamento do câncer de pele.

Informação pode salvar vidas. Ajude-nos a compartilhar esse conteúdo.Oncocenter, dedicada a você!

Fonte: Fontes: SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) / INCA (Instituto Nacional de Câncer) /GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Como posso te ajudar? Available from 08:00 to 18:00