Fevereiro Laranja: a campanha colorida para alertar e conscientizar sobre a leucemia.
Fevereiro Laranja

Fevereiro Laranja: a campanha colorida para alertar e conscientizar sobre a leucemia.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. Dependendo do tipo de glóbulo branco afetado, é classificada em mieloide ou linfoide, podendo ser aguda ou crônica.

Diferentemente de outros cânceres que acontecem, principalmente, em pessoas de mais idade, as leucemias podem aparecer em qualquer época da vida, sendo inclusive, o câncer pediátrico mais comum (28%), seguido pelo câncer do sistema nervoso central (26%).

A leucemia linfoide aguda (LLA) é mais comum em crianças e jovens. A leucemia linfoide crônica (LLC), a leucemia mieloide crônica (LMC), e a leucemia mieloide aguda (LMA), aparecem mais em pessoas acima de 50 anos.

Não se sabe exatamente o porquê das leucemias se desenvolverem, entretanto, acredita-se que é devido a uma mutação genética não somática. Ou seja, uma mutação que não pode ser passada de pai para filho.

Algumas causas que podem determinar essas mutações são conhecidas, como irradiação, benzeno e outras substâncias químicas em grau de intoxicação. 

Sintomas da leucemia

Os sintomas da doença vão variar de acordo com a sua intensidade, sendo que nas agudas, eles são mais visíveis.

Tanto na LLA quanto na LMA, o paciente, normalmente, manifesta sinais de anemia, como palidez, cansaço e sonolência. Além de gânglios aumentados, febre, infecções, sangramentos e hematomas. Geralmente, esses hematomas são parecidos com aqueles de trauma onde se formam equimoses (manchas roxas).

Nas leucemias crônicas, LLC e LMC, é possível que os pacientes não apresentem nenhum sinal. Mas, os que desenvolvem, sentem cansaço e aumento dos gânglios e baço.

Como os sintomas são similares ao de diversas outras doenças, todo paciente com sintomas como febre, palidez, fadiga e manchas roxas devem ser avaliados por um médico. A leucemia causa alteração nas células sanguíneas que podem ser observadas por meio do hemograma, exame de sangue simples e corriqueiro. A critério do médico, podem ser solicitados exames complementares como o mielograma, por exemplo.

O resultado do hemograma de uma pessoa com leucemia apresentará diminuição dos glóbulos vermelhos e plaquetas e aumento ou diminuição dos glóbulos brancos. Entretanto, como outras doenças não malignas também podem ter esse quadro, é necessário pedir exames complementares, como o mielograma, para diagnosticar a leucemia.

Os sintomas e sinais, geralmente, são os mesmos independente se o paciente for jovem ou adulto.

Fevereiro Laranja

Os principais objetivos da campanha Fevereiro Laranja são alertar a população sobre importância do diagnóstico precoce e do tratamento da leucemia e sensibilizar sobre a doação de medula óssea.

Quando a leucemia infantil é diagnosticada precocemente e a criança submetida ao tratamento adequado, as chances de cura chegam a 80%. Na LMC, a rápida descoberta da doença permite que o paciente tenha uma vida praticamente normal, precisando apenas de uma medicação. Em alguns casos da LLC, é preciso apenas o monitoramento por meio de exames anuais.

Já as leucemias agudas podem precisar de tratamento mais intenso, com quimioterapia, terapia alvo, radioterapia e/ou transplante de medula óssea. Mas também apresentam bons prognósticos se diagnosticadas rapidamente.

O grande problema no transplante de medula óssea, um dos temas abordados pela campanha, é a compatibilidade. Para que esse procedimento possa ser feito, é preciso que a medula do paciente e do doador sejam compatíveis. Assim como acontece no transplante de órgãos.

Procura-se essa compatibilidade primeiro entre os parentes mais próximos. Caso não seja encontrado ninguém, procura-se no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Daí vem a importância da doação de medula óssea. Achar alguém compatível é difícil. Entretanto, quanto mais voluntários doando, maiores as chances de compatibilidade para os pacientes realizarem o transplante.

Faça a diferença, ajude-nos nessa causa, curta, comente e compartilhe este conteúdo.

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Fontes: ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e INCA (Instituto Nacional de Câncer)

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